quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma música normal

Noite passada estava colocando minha filha para dormir, balançando a rede e, como sempre, cantando para ela. Dessa vez, estava a cantar "Maria de Nazaré", pois gosto de cantar músicas que a deixem calma e que fluam como uma oração. Mas ela me interrompeu: "Não mamãe, cante uma música normal." E então eu perguntei: "Qual é filha, a música normal?". E ela imediatamente pôs-se a cantar: "Mãezinha do Céu, eu não sei rezar, só sei dizer eu quero te amar...". Essa é a música preferida da minha princesinha e, além de tudo, é uma "música normal".

Natal, 14 de Junho de 2012. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Ponte Mágica

Tenho uma Bíblia cor de rosa denominada Bíblia da Mulher.
Sofia, minha filha, que tem apenas três anos e meio, gosta muito de folheá-la e fingir que está lendo.
Ontem à noite, minha menininha proferiu Palavras Inspiradas.
Ao manusear a Bíblia, ela abria suas páginas e falava entusiasmada:
"É uma Ponte, mamãe, uma Ponte Mágica".
Fiquei emocionada com uma definição tão clara do que é o Livro Sagrado.

A Bíblia é realmente uma "Ponte Mágica" que nos liga diretamente a Jesus.
E assim Deus se comunica com seus Filhos, cotidianamente.
Basta se manter atento e com o coração voltado ao Senhor. 

Natal, 14 de Março de 2012.

Polyana Pimenta.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Menos os números...

Estávamos de saída de um aniversário infantil e, como sempre, meus filhos sempre choram e não querem sair do aniversário. 
Assim, passei a explicar a meu filho, o qual estava sendo levado para o carro por mim, que na vida tudo tem começo, meio e fim. Disse então que tínhamos que ficar felizes quando as coisas legais chegassem ao fim e agradecer a Deus porque elas aconteceram e nos divertimos bastante. 
Imediatamente ele falou choramingando: - Menos os números... 
Não entendi e perguntei: - Filho, você estava jogando algum jogo que não acabou na festinha? 
E ele explicou: - Não mamãe, menos os números, os números nunca têm fim. 
Ri bastante com o comentário. Afinal de contas, nem sabia que ele já tinha compreendido a infinitude dos números.

Natal, 21 de Janeiro de 2012.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mamãe, o que é discriminação racial?

Hoje, dia das crianças, meu filho estava pintando desenhos em um livro que tinha ganhado. E nesse livro havia um desenho para cada dia do ano, indicando se naquela data haveria alguma comemoração. Contando com seis anos e já sabendo ler, mostrou-me um desenho em cuja data se comemorava o dia do combate à discriminação racial, momento em que ele me questionou:- mamãe, o que é discriminação racial? 
Céus, essas crianças nos fazem cada pergunta. Então tentei explicar:
-Meu filho, algumas pessoas tem uma atitude errada em relação a pessoas negras.
E ele replicou:
- Mamãe, e o que são pessoas negras?
Respondi:
- Pessoas que tem a pele escura. 
Voltou a questionar:
- Não entendi mamãe.
Então, não seria eu que explicaria como se dá essa tal discriminação racial, até mesmo porque poderia estar desconstruindo o filosofar do meu rapaz que sequer entendeu que as pessoas tem cor diferente. E olhe que ele convive com pessoas negras e realmente nunca mostrou qualquer curiosidade quanto a isso. Assim finalizei a conversa:
- Filho, tem coisas que agente só entende quando cresce. Não tenha pressa para compreender.
Ele se deu por satisfeito, então. E eu fique maravilhada com a pureza e inocência da criança. Mas também entendo que, além da educação que eu venho transmitindo para o meu filho, a própria escola está trabalhando bem a igualdade e a amizade.

Natal, 12/10/2011.
Polyana Pimenta.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Primeiro Recital de Poesias

Hoje na escola dos meus filhos participei de um recital de poesias. Meu rapaz, com apenas cinco anos de idade, pela primeira vez, recitou uma poesia, a de Carlos Drummond de Andrade, "No meio do Caminho". Após eu tentei recitar as poesias que havia feito para ele e para Sofia. Entretanto, a voz falhou. Recuperando-me ainda de uma cirurgia de tireóide, entrei para a estatística dos que tiveram alteração nas cordas vocais e estou falando muito, mas muito rouca. Metida que sou, queria falar logo no microfone, imaginem. Foi então que pedi a meu marido para tomar meu lugar e dizer a todos o que minhas crianças significam para mim, sentimentos que estão nas minhas poesias. Meus filhos pra mim são tudo e o recital foi um sucesso. Ao final, a professora de Vítor se emocionou e chorou. Como diz Antoine de Saint Exupèri: "O essencial é invisível aos olhos.". 

Natal, 02 de Maio de 2011.

domingo, 17 de abril de 2011

O que é namorar?

Ainda no Carnaval, ao balanço de uma rede na casa de praia, estávamos eu e meu marido conversando, quando chegou Sofia e  questionou: "Mamãe, que tá fazendo?". Então respondi que estávamos namorando. Ela ficou desconfiada e saiu. Minutos depois, ela voltou e o pai estava só na rede. Foi então que ela ponderou: "Papai, tá namorando sozinho?". Risos.

Para meu filho

Polyana Pimenta

Frutinho querido
Pendurado em meus braços
Vieste das minhas entranhas
Invadiste meu abraço.

No começo foi um sonho
Alimentado pelo amor
Esperado com ansiedade
Acolhido como uma flor.

Sua vida deu sentido à nossa
Seu olhar nos acalmou
Seu amor contagiou-nos
Sua felicidade nos atou.

Meu filho, Vitinho
Pra você tudo
Tudo que possa
Te fazer feliz.

Amar-te é uma benção
Privilégio sem medida
Agradeço aos céus
Por você todos os dias.

Amado filho, no seu aniversário
Uma benção quero te dar
Amor, felicidade, saúde e paz
E Jesus sempre a te acompanhar.

Natal, 05/09/2007.

Esta poesia foi feita no aniversário de dois anos do meu amado filho, e lida na sua festa.